<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969</id><updated>2011-12-09T12:48:43.890-08:00</updated><title type='text'>O Poeta Morreu</title><subtitle type='html'>Mas ele ainda vive, em algum lugar entre as paragens dessas metrópoles, megalópoles, ou Aristóteles. (?!)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-8084545814381087058</id><published>2011-12-09T12:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T12:48:43.896-08:00</updated><title type='text'>Etcéteras Reveberantes</title><content type='html'>Bem. Há algum tempo parei de tirar fotos, há algum tempo não faço mais vídeos. As memórias que se vão criando à velocidade da luz me levaram a um ponto onde me encontro e de onde vejo que não há mais beijo que eu queira ou algo mais vivo do que a morte ligeira. Quer-se aquilo que se tinha com aquelas pessoas, mas não se quer aquelas pessoas, e só com elas se poderia, porém chega mais uma tarde de lua vazia, tudo é ex, e a mente se esvazia. Eles não vão te ajudar a trazer qualquer coisa de volta, e você nem mesmo quer qualquer volta. Então há o ódio que sentem por ti, esse ódio que não sentes de volta e não entende como lhe têm. Há algum tempo não olhava filmes nem lia livros, agora voltei. Mas não, os livros são outros, os filmes são novos, não há volta. Não há... Volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vago mundos por mundos vagos e insípidos,&lt;br /&gt;como a nau sobre vagas de sonhos,&lt;br /&gt;fico a me despir de toda lei inabdicável,&lt;br /&gt;e tenho um muxoxo para cada centímetro&lt;br /&gt;de vida terceira e desperdiçada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as coisas todas me sobram, e à imagem da solidão,&lt;br /&gt;vinda de um ombro escorado na poltrona ao lado,&lt;br /&gt;tenho arrepios que dóem em meu vizinho...&lt;br /&gt;Precisa-se obstaculizar imaginações,&lt;br /&gt;ver-se na outra parte, dividir-se,&lt;br /&gt;então tem-se toda a circunstância em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu, que venho de largo, não sei de eu,&lt;br /&gt;apenas esbanjo causticantes melodias&lt;br /&gt;em forma de poesia egoísta e escorregadia,&lt;br /&gt;sou o mau humor do sol por ser estrela...&lt;br /&gt;esbarro nas praias sem pedir desculpas,&lt;br /&gt;sinto o gélido toque das águas,&lt;br /&gt;mas sou mais cadáver do que as marés,&lt;br /&gt;morrendo justamente por estar morto, &lt;br /&gt;e vivo é que sinto todas estas lamúrias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para trás, satã! agora tudo fica pior,&lt;br /&gt;melhor eu ir na frente, proteja-se como puder...&lt;br /&gt;deus, me diga, sem que mentira se faça,&lt;br /&gt;o destino diz pra eu lutar contra os fatos,&lt;br /&gt;mas o que há além dessa praça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diorgi Giacomolli, 20 de Agosto de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-8084545814381087058?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/8084545814381087058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/12/etceteras-reveberantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/8084545814381087058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/8084545814381087058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/12/etceteras-reveberantes.html' title='Etcéteras Reveberantes'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-1260274088906209424</id><published>2011-12-09T12:32:00.001-08:00</published><updated>2011-12-09T12:33:45.018-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>fui esta tarde com tchaicovsky até um lugar mudo&lt;br /&gt;onde ninguém se fingia de surdo,&lt;br /&gt;uma vez que não tinha ninguém,&lt;br /&gt;duas vezes fui lá por não ter alguém, e outra vez,&lt;br /&gt;por estar vazio de qualquer pessoa do teu jaez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fui com tchaicovsky pela estrada,&lt;br /&gt;de violino a tiracolo,&lt;br /&gt;sem ninguém pesando em meu colo,&lt;br /&gt;fui até aquele lugar sem palavras,&lt;br /&gt;que estas cada vez me recuso mais a usar&lt;br /&gt;em qualquer outro lugar,&lt;br /&gt;que não seja no papel,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois que nada mais presta na boca&lt;br /&gt;a não ser o seu céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fui de mãos vazias ate lá com tchaikovsky,&lt;br /&gt;pois quem levava o violoncelo era ele,&lt;br /&gt;eu era o poeta que voltava,&lt;br /&gt;vindo del cielo pela terra em serenata,&lt;br /&gt;fazia sol, fazia um pouco mais que nada&lt;br /&gt;do que uma solidão quase arrastada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso fui de mãos dadas com tchaikovsky,&lt;br /&gt;pois ele não falava,&lt;br /&gt;e as palavras não eram usadas,&lt;br /&gt;elas apenas me usavam para&lt;br /&gt;nada que possa entender alguém de tua versão,&lt;br /&gt;fui longe esta tarde, para um longinquo e calado verão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vocês nunca verão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com suas bocas mordidas,&lt;br /&gt;suas apreciações por telas escondidas,&lt;br /&gt;vocês não hão de ver&lt;br /&gt;o lugar que esta tarde fui encher&lt;br /&gt;de sons mudos, mudos de palavras absurdas...&lt;br /&gt;e eu vi esta tarde com tchaikovsky...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vocês ficaram aqui com seus ternos,&lt;br /&gt;eu fui com ele de chinelo e bermuda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diorgi Giacomolli, Novembro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-1260274088906209424?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/1260274088906209424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/12/fui-esta-tarde-com-tchaicovsky-ate-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/1260274088906209424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/1260274088906209424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/12/fui-esta-tarde-com-tchaicovsky-ate-um.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-9033231759710958768</id><published>2011-11-23T04:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T04:06:09.114-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vou atrás de muitos começos,&lt;br /&gt;estes pontos cheios de magia,&lt;br /&gt;pelos quais pago santos preços,&lt;br /&gt;mas que valem todas as luxúrias do dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persigo inícios como os fenícios queriam o mar,&lt;br /&gt;como o ar quer a gravidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravidade disso tudo há de se agravar&lt;br /&gt;ainda mais quando eu notar&lt;br /&gt;que ainda estás aqui gravada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, &lt;br /&gt;saímos da sala e deixamos a tv ligada,&lt;br /&gt;em um ato de ir ao banheiro e não mais voltar,&lt;br /&gt;fizemos isso pela imundície da já insaciável ânsia de mijar,&lt;br /&gt;e agora, aqui, mijados e sem bexiga que reste,&lt;br /&gt;sentimos a infecção urinária se espalhando,&lt;br /&gt;e voltamos à sala para nos contorcermos no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor passa,&lt;br /&gt;a gente se abraça,&lt;br /&gt;desliga a tv...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu e você,&lt;br /&gt;o silêncio que tem que ser,&lt;br /&gt;sem importar o amanhecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diorgi Giacomolli, Novembro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-9033231759710958768?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/9033231759710958768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/11/vou-atras-de-muitos-comecos-estes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/9033231759710958768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/9033231759710958768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/11/vou-atras-de-muitos-comecos-estes.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-6362861013418478716</id><published>2011-10-23T08:29:00.001-07:00</published><updated>2011-10-23T08:37:42.342-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Eu havia prometido ao &lt;a href="http://krugercwb.blogspot.com/"&gt;Krüger&lt;/a&gt; um poema que envolvesse o xadrez, e não me vinha a inspiração mas de jeeeeito nenhum. Iniciei um soneto, mas a rima era muito malvada, atrapalhou criação. Tenho até hoje o rascunho daquilo que seria um poema erudito no conteúdo e na forma... Mas não passou de um rascunho. Estes dias então, me deitei pra dormir, com o celular na mão, que é onde mantenho um bloco de notas para poesia, e estava a fim de falar sobre o que anda acontecendo comigo, especialmente agora que fiz uma mudança pra lá de braba na minha vida, mas também pra lá de melhor, e eis: enxerguei o tabuleiro à minha volta, as peças começaram a se mover, a batalha se deu verídica, e eu vi que...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;Ando pulando feito um cavalo nesse xadrez de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a impressão que salto por cima dos outros a cada movimento meu,&lt;br /&gt;nunca estou na frente, nunca alcanço promoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem que eu fosse o peão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego lá no final e não sou coroado,&lt;br /&gt;e alguém do meu lado diz que não era o final,&lt;br /&gt;e eu, o peão,&lt;br /&gt;não tenho mais como seguir em frente, nem como voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora nem um cavalo,&lt;br /&gt;como o que eu também sou,&lt;br /&gt;pode me ajudar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ao chão, a pedir perdão,&lt;br /&gt;como um rei derrubado,&lt;br /&gt;e esse tabuleiro de mundo me vem sempre com um maldito bispo&lt;br /&gt;pra quem eu tenho que me humilhar,&lt;br /&gt;eu,&lt;br /&gt;que bispo incontáveis vezes sou eu próprio,&lt;br /&gt;me atravessando em diagonal enquanto todos andam certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu queria ser rei apenas para rocar&lt;br /&gt;e dormir,&lt;br /&gt;deixar um pouco de existir,&lt;br /&gt;protegido atrás da torre,&lt;br /&gt;esta que tantas vezes eu sou também,&lt;br /&gt;andando reto enquanto todos parecem ser bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de que me adianta ser rei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao meu lado terei a rainha,&lt;br /&gt;esta que sempre vai mais longe do que todos,&lt;br /&gt;e quando não se perde não volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser rei significa ser o único que pode sofrer o xeque-mate.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline; line-height: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "  &gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, Outubro de 2011.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-6362861013418478716?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/6362861013418478716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/10/ando-pulando-feito-um-cavalo-nesse.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6362861013418478716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6362861013418478716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/10/ando-pulando-feito-um-cavalo-nesse.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-336691029369381849</id><published>2011-10-21T12:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T12:10:53.835-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Quando disseram, "Não precisa pensar que o mundo conspira contra", eu pensei:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;"Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele conspira contra. Ele contra-conspira, te inspira pra baixo, e tu te desencontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele te encontra na hora feliz e distraída,&lt;br /&gt;vem contra na pior hora.&lt;br /&gt;Ele conspira contra, respira contra, expira contra.&lt;br /&gt;Ele te pira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu,&lt;br /&gt;fico contrariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus pode até não existir,&lt;br /&gt;mas o Diabo me ama."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, Outubro de 2011.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-336691029369381849?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/336691029369381849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/10/quando-disseram-nao-precisa-pensar-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/336691029369381849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/336691029369381849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/10/quando-disseram-nao-precisa-pensar-que.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-4559774888254594876</id><published>2011-10-21T12:02:00.001-07:00</published><updated>2011-10-21T12:08:34.172-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho postado poemas no site de relacionamentos Facebook, pois, ao que parece, ultimamente surgiu uma vontade maior de ser lido. O blog é legal, mas é mais recluso, e um site como o Face é mais dinâmico, as pessoas lêem você quase que instantaneamente, e aí vai um poema "feliz", destes que dificilmente faço, e que postei lá antes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;background:white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Prenda linda dos negros cabelos&lt;br /&gt;Ousadia seria querer tê-los&lt;br /&gt;Porém, quero, e quero negar&lt;br /&gt;Que quero teus cabelos e teu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda morena na noite escura&lt;br /&gt;Pintura de face, corpo em escultura&lt;br /&gt;Desejo esse que me tortura tanto&lt;br /&gt;Fico tonto de olhar todo esse encanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha comigo até a noite infinita&lt;br /&gt;E negra como a lua bonita&lt;br /&gt;Venha, e além eu hei de te levar&lt;br /&gt;Lé terei teus cabelos e teu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo cresce como a luz do dia&lt;br /&gt;Que cresceria até o sol já sabia&lt;br /&gt;Quero agora o que é inegável:&lt;br /&gt;Teu rosto tão lindo e teu corpo incomparável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;span style="background:white"&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Diorgi Giacomolli, Outubro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-4559774888254594876?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/4559774888254594876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/10/prenda-linda-dos-negros-cabelos-ousadia_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/4559774888254594876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/4559774888254594876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/10/prenda-linda-dos-negros-cabelos-ousadia_21.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-6669511706833335366</id><published>2011-08-26T09:29:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T06:51:31.406-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Todos que vivem ainda&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Essa vida tão linda&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Sentem o mesmo perfume&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Da cidade tão grande&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E colorido se expande&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O humano estrume&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Todo mundo aqui sente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Que a terra deprimente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Não deve ser sentida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E pr'as avenidas eles vão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Todos eles, em vão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Continuando a linda vida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Lotam os supermercados&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Super amargurados&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E disso não se fala&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Compra-se a gasolina&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Toma-se a anfetamina&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Mas o remédio é a bala&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Todo mundo e ninguém&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Carro, ônibus, trem&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Tijolo à prazo e à vista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Dançando a porca dança&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Nesse chiqueiro de criança&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Que parece a única pista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Toda essa multidão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Caminha sem tesão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;No chão da cidade magra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;É com ódio que se encaram&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Não se atraem, não se falam&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E pra isso não há viagra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Toda a gente quer comer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E solução pra esquecer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O perfume dessa vida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Toda a gente tem sede&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E se esconde na parede&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Da falta de comida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E bebida também falta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A taxa é muito alta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;E a embriaguez é passageira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Todos querem, de coração,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Apesar de fingir que não,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A vassoura dessa sujeira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, Agosto de 2011.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-6669511706833335366?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/6669511706833335366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/08/todos-que-vivem-ainda-essa-vida-tao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6669511706833335366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6669511706833335366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/08/todos-que-vivem-ainda-essa-vida-tao.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-6369269938238791816</id><published>2011-02-22T06:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T08:55:26.594-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Estou de volta ao blog com um poema que fala da minha volta simbólica a um lugar de difícil definição, tal qual a internet, mas não é o caso. Um grande amigo meu, também poeta, que não tenho certeza se também não viveu o Romantismo, embora agora inundado de romance, disse-me, em um poema seu, que eu havia ido embora. Sem saber de onde, redigi-lhe uma réplica. Extraído de &lt;i&gt;As Lost Pages de God-Knows-Quando&lt;/i&gt;, segue abaixo o pequeno discurso, que, com o perdão da palavra e a proteção da poesia em pessoa, apresenta-se da seguinte maneira:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Yeah&lt;/i&gt;, eu tô de volta, &lt;i&gt;my friend-o&lt;/i&gt;&lt;div&gt;ou, como gostávamos de dizer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;I'm back, ese&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas esse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não é o fato que eu tô vendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que não,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas eu noto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e você não vê que eu vejo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;você não vê o que eu julgo ver,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois na verdade é você quem está vendo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;supondo  que não vejo nada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e assim a gente se entende,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, tudo depende&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e vai excessivamente a esmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Te exemplifico:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nossas rimas baratas, que não evoluíram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nossas dúvidas logarítmicas, que involuíram,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nossas aventuras de louca amizade, que ruíram,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estão todas no mesmo saco de Zeus,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;naquele pelo qual pendurados vamos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;você e eu, esperma divino, ainda,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pouco espertos, muito meninos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Veja, é a musa! - Seja bem-vinda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E amplifico:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora ataques mútuos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;antes sonhos de gira-mundo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tudo muito muito muito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;legal, na imaginação,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;legalmente imaginável,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;executável, se, não sei quando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inimaginável e ilegalmente poderíamos ir,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas andamos por aqui, à mercê da bem-vinda musa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que também é necessária, mas a usamos como desculpa por não partir,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e depois, quando tudo estiver escancarado, ela terá sido a obtusa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tua falta de empatia, e a minha de impaciência,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ambas se confundem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;parece falta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;parece que fazem falta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;parecemos com elas, faltosos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E retifico: sem mãe nem pai,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e ao mesmo tempo de barriga cheia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;somos o fruto que cai e nunca incendeia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobretudo, orgulhosos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, eu voltei,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra onde nunca deixei,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu nunca encontrara resposta alguma,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estava era inventando novas perguntas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e agora que estou de volta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;olha aí a revolta delas todas juntas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Yeah, ese&lt;/i&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;esse é o mundão de nossas dúvidas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o mutirão de nossas feridas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em rebelião contra um bom verão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em uma vida fétida de uma morte pútrida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim, tudo terá sido inverno,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;todos teremos sido &lt;i&gt;John&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, quem sabe, eu estarei lá pra te dizer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"não, isso ainda não é o inferno,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;te levanta, &lt;i&gt;cabron&lt;/i&gt;!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, Fevereiro de 2011. *&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-6369269938238791816?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/6369269938238791816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/02/estou-de-volta-ao-blog-com-um-poema-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6369269938238791816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6369269938238791816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2011/02/estou-de-volta-ao-blog-com-um-poema-que.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-8763338347310585855</id><published>2010-08-25T17:59:00.000-07:00</published><updated>2011-02-18T09:33:40.223-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Este poema não tem título, e nem eu. Este poema é em branco, tal como o álbum em que ele se encontra. A poesia está dando um tempo, os versos serão proseados agora, e seja lá o que Eu quiser. Pois que, na criação poética não há divindades, entidades, ou qualquer outro símbolo de enfermidade, exceto por Blake e afins. Não vou dar uma de metido a conhecedor super-entendido dos poetas todos que já morreram, que isso é uma fajutice sem tamanho, desprezo intelectualismos, exceto os que crio na região acima do pescoço (é ali mesmo?), e que não são intelectualismos. Nem sequer lembro de cor de qualquer frase que tenha lido de qualquer um destes infelizes. Lembro de quase todas as músicas do &lt;i&gt;Doors&lt;/i&gt;, e é só o que tenho a dizer no momento, e no momento estou ouvindo &lt;i&gt;Oasis&lt;/i&gt;. Não fez sentido nenhum, não é mesmo? Então leia o poema abaixo e verás o que realmente isso significa.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem gente que escreve frases e põe pontos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;duvidosos no fim delas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu sempre estranho isso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e agora mesmo eu gostaria de pôr um ponto final&lt;/div&gt;&lt;div&gt;neste galo que grita no escuro em algum lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;da madrugada, parece meio desesperado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;acaba de passar da meia-noite,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu estou meio-depressivo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixar lugares já me pareceu coisa de aventureiro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;hoje significa tortura pra mim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;despedir-me de alguém que amo me deixa sem solução,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;daí me calo e acredito na vida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na doce aventura que é estar seguro de que se&lt;/div&gt;&lt;div&gt;está sujeito a tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não sei por quê,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas me lembrei do capitalismo agora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e mesmo sem conseguir dormir com todo esse sono,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nem me dá vontade de acordar amanhã,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que de lá hoje, que está mais perto...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais certo seria que de uma vez chegasse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o meu quadragésimo dia no deserto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas já perdi as contas de quantas noites passaram,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou ter que começar de novo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade não passou, nem passará,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nem passarinho;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem quando estiver nas Quintanas dos infernos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;creio que a saudade não há de passar do meu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem perto de isso ser falta de fé,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quisera aprender a aceitar a vida como ela é,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas prefiro a vida como ela poderia ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 20 de Julho de 2010.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-8763338347310585855?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/8763338347310585855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/08/este-poema-nao-tem-titulo-e-nem-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/8763338347310585855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/8763338347310585855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/08/este-poema-nao-tem-titulo-e-nem-eu.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-3761412331214013117</id><published>2010-06-16T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-02-20T05:45:45.617-08:00</updated><title type='text'>Eu Quero Ir Pra Casa</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;O &lt;i&gt;Álbum em Branco &lt;/i&gt;está para ficar pronto, ou melhor, sempre esteve, afinal, é em branco, e quem lê-lo (coisa que, acredito, não acontecerá a ninguém) poderá constatar a justiça de seu nome. Parece vazio... E abandonado, como esta cidade em que, vazio, me encontro, e onde não me podes encontrar, se acaso aqui vieres, pois ela estará vazia.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mato filhos do adeus&lt;div&gt;buscando nos teus olhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;qualquer sinal dos meus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso que de ti sairia uma horrível criatura,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de uma horrenda vida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para um mundo que, pasmem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mais horripilante então ficaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me sento na tarde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para picar a vida, como se fizesse salada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou fumasse um cigarro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;então vem a hora, lenta e sufocante,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e delirante e calma,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e na alma o diamante da poesia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como uma mão, e não a palma...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda mando pro inverno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;todos vocês&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que me causaram algum sentimentalismo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou sugaram qualquer litro de meu sangue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa cidade não tem nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa cidade só tem eu. Eu e os velhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas crianças. Essa cidade está só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não tem nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 24 de Maio de 2010. *&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-3761412331214013117?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/3761412331214013117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/06/eu-quero-ir-pra-casa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/3761412331214013117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/3761412331214013117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/06/eu-quero-ir-pra-casa.html' title='Eu Quero Ir Pra Casa'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-6788411560518466113</id><published>2010-05-30T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T17:58:49.296-07:00</updated><title type='text'>Bode Espirratório</title><content type='html'>&lt;b&gt;Refletindo sobre essa gripe na qual não creio muito, cheguei à conclusão de que, na verdade, não refletia sobre a gripe, mas sobre a cadeira onde me sento. Mas não era esse o uso que eu ia aplicar à conjunção "sobre". Nem era de cadeiras que ia falar. Hmmm.. Deixe-me ver... Ah, sim!! A reflexão. Pois bem, estava eu aqui a refletir, não no espelho, e sim sobre o tumulto que consegue a mídia causar com as suas insistentes e diárias manchetes sobre um mesmo assunto. Não divaguemos sobre as razões dos humaninhos em fazê-lo, pois não existem razões, mas UMA razão, o dinheiro, então vamos direto ao tonto, digo, ao ponto: o poema que segue é sobre alguma coisa que vocês, se aqui no blog agora estiverem, estão prestes a ler.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou seria porco?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou seria pouco&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dizer que estamos todos loucos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;recém era ontem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora já é hoje&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei como as pessoas lêem tanto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e não esquecem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei como os repórteres não enlouquecem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;recém era ontem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu lia o jornal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora já é hoje&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu estou aqui tentando entender&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as coisas do mundo real&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou pro quarto, me encerro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e, de tanto que viajo em minha mente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quase me desterro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como posso ter tanto na cabeça&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e não entender o que é "testa-de-ferro"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;falaram que o porco ficou doente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e que ele espirra e pega na gente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;será que já estou no sanatório?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não, não pode...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e, por mais que eu rode,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não entendo o que é "bode expiatório"!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me diz, como que alguém como eu,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nesse mundo plebeu,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se arranja?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me chamaram de "laranja",&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu fui pra casa, em assobio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas estava enganado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;descobri que estava sendo usado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas não entendi o uso da palavra,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me pareceu ilógico,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ora, sou mesmo um retórico&lt;/div&gt;&lt;div&gt;casulo sem larva...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;então o bode começa a espirrar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ué, mas não é o porco mais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ah, deixa, tanto faz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o negócio é não esquentar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que é um resfriado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no país tropical, do carnaval e do feriado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que é sanidade no país do senado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que é decepção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nesse mundo indecente e ladrão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que é o meu mundo, senão um vulto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nesse planeta tão perfeito e adulto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;senão um rato em rota de colisão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e de quê me vale ser irônico,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se sou lento para esse mundo supersônico...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou sentar e esperar o verão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 10 de Julho de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-6788411560518466113?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/6788411560518466113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/05/bode-espirratorio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6788411560518466113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/6788411560518466113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/05/bode-espirratorio.html' title='Bode Espirratório'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-5476813000253650855</id><published>2010-05-20T17:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T17:42:16.648-07:00</updated><title type='text'>A Vida Feita de Papel</title><content type='html'>pega um isqueiro&lt;div&gt;e acende ligeiro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na minha vida de papel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou então amassa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;essa minha vida escassa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e atire-a contra o céu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois que sou um rascunho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e já não tenho punho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra rabiscar nesse livro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vivo a imaginar, a escrever&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a pincelar e enlouquecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nem sequer me sinto vivo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e, ao contrário do seu Déscartes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou pensar logo em você,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou seja: eu não desisto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas é que já estou pra morrer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois que estar sempre a viver&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é demais pra mim, que não existo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vamos, pega essas velas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e põe fogo nas amarelas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;páginas da minha vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou arranca da prateleira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e atira na fogueira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;esse livro de capa encardida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que é a minha vida, úmida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;russa, rubra, rústica,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;barata e impagável&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou esconde na tua túnica,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;essa minha vida, a única:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cara e descartável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 25 de Junho de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-5476813000253650855?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/5476813000253650855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/05/vida-feita-de-papel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5476813000253650855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5476813000253650855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/05/vida-feita-de-papel.html' title='A Vida Feita de Papel'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-4297148782868501185</id><published>2010-04-27T15:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T17:27:24.599-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;em minha juventude&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;eu tinha oitenta anos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;gozava de muita saúde&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;e de pensamentos insanos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, algum dia de Julho de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-4297148782868501185?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/4297148782868501185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/04/em-minha-juventude-eu-tinha-oitenta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/4297148782868501185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/4297148782868501185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/04/em-minha-juventude-eu-tinha-oitenta.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-5539892310477827039</id><published>2010-04-06T16:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T17:49:08.166-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Tudo o que te foi sorrido,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;/span&gt;ou empurrado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo o que te foi negado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;/span&gt;ou sentido,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tu hás de querer afogar, ver ruir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo o que te foi cansado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;/span&gt;ou extraído,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo o que te foi engolido,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;/span&gt;ou beijado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tu hás de querer reduzir, fazer transbordar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo o passado que te foi,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;todos que te negaram oi...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo o vigor que te era,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;todos que te fizeram fera...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda a alegria que te fora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;todos os risos de outrora...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda a saudade que te seria,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;que tu até guardaria...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 12 de Março de 2010.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-5539892310477827039?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/5539892310477827039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/04/acredito-que-haja-uma-soma-de-todas-as.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5539892310477827039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5539892310477827039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/04/acredito-que-haja-uma-soma-de-todas-as.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-5758623433028636684</id><published>2010-03-30T16:31:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T16:48:05.325-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Nova fase: a dos poemas sem nome! Pois é, eu andava lendo Fernando Pessoa estes tempos, e achei tão interessante as publicações feitas em páginas diferentes, quero dizer, alguns poemas não possuíam título, apenas um espaço em branco na folha nova, onde seria o nome da obra, e então o poema começava. Legal! E agora, como faz tempo que não posto nada, vou começar com um poema que fiz no início do ano, que queria mais ou menos dizer o seguinte: chega de velhas feridas, agora é dois mil e dez, novos tempos, nota dez, tudo dez!!! Bem,talvez não seja bem isso que o poema tenha acabado dizendo...&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onda positiva agora mesmo e aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Havia um pessimismo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e agora um abismo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;minha solidariedade perfeita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é um completo egoísmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que falta de pessoa nessas pessoas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu ando sobre a vida;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eles não conseguem viver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre o que existe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e o que há de ser sempre dito,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;há um de meus palpites,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez meu último grito:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;peguem desse céu aflito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o azul do mundo bonito,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode ser que então tenham paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 25 de Janeiro de 2010.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-5758623433028636684?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/5758623433028636684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/03/nova-fase-dos-poemas-sem-nome-pois-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5758623433028636684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5758623433028636684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2010/03/nova-fase-dos-poemas-sem-nome-pois-e-eu.html' title=''/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-7319870132317490491</id><published>2009-12-27T17:28:00.000-08:00</published><updated>2010-08-25T17:56:56.431-07:00</updated><title type='text'>Poema de Natal</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Feito há um ano, este poema contraria a maioria de minhas obras, no sentido de que elas tendem a não fazer mais parte daquilo que realmente penso com o passar do tempo. Este &lt;i&gt;Poema de Natal &lt;/i&gt;traduz, na verdade, o sentimento que tenho toda véspera da chegada do papai noel, que não existe, mas se existisse, existiria também a dúvida real se ele não se enganara ao vir ao Brasil em dezembro com toda aquela roupa exagerada.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Estes tubarões&lt;div&gt;De dentes e corações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nadam em meu leito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivem em meu lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Disfarçam o que eu não sinto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um mundo retardado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Multidões e um só fardo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ó, meu deus, como é grande&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu Deus que me esmaga&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que me mastiga e não me cospe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou construindo meu ódio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um castelo de mágoas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um mar sem águas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vou subindo em meu pódio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E já vou sendo campeão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ergo a taça do champanhe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na minha vida de comemoração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E brindo a todos vocês&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Engulo as pedras que me atiram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mastigo os sapos que me atropelam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Janto meu delicioso estômago&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No meu ulceroso natal defumado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sozinho e cada vez mais solitário&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim deste ano que já começou acabado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E brindo a todos vocês&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lindos e especiais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gentes maravilhosas que amo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com todo o meu amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele que não restou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Das minhas desventuras espaciais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sacudo meu champanhe mais uma vez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A rolha estoura com força&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E faz naufragar o meu navio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que há tempos não vê um cais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E dou um urro de vivas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de boas festas, de felicidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E penduro mais uma medalha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na minha estante, onde guardo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha gloriosa coleção de natais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 23 de Dezembro de 2008.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-7319870132317490491?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/7319870132317490491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/12/poema-de-natal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/7319870132317490491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/7319870132317490491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/12/poema-de-natal.html' title='Poema de Natal'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-4705466431279344135</id><published>2009-12-06T17:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T18:15:34.319-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mato teu desamor a grito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E pulo no infinito do teu cobertor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Sussurro um milhão de urros de amor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;No céu azul do teu ouvido&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E da tua dor destilo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Os desejos mais bonitos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Misturando o teu no meu suor...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-4705466431279344135?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/4705466431279344135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/12/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/4705466431279344135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/4705466431279344135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-2809567412491951345</id><published>2009-11-28T08:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T09:22:38.946-08:00</updated><title type='text'>Que Nome Teria?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Tudo o que te atropela e te interpela, toda roda que te passa por cima, que te subestima, tudo e o tudo em si, estão todos ligados ao tempo, são dependentes desta entidade que tem tantos nomes. Então te vem essa vontade de se individualizar, de estar sempre em um &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;apartheid&lt;/b&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;estranhado e interligado com uma coisa qualquer, que não sabes sequer se tem nome algum. E aí temos a família, os anos a seguir, temos a vigília eterna de somente se ir, temos os desencontros diários com o calvário dos outros, e nada disso temos. Nada disso tem volta. Nada disso tememos. Você concorda?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Na esquizofrenia&lt;div&gt;Eu encontraria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma resposta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma distração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma solução&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se loucura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fosse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a juventude&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a atitude&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o mundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a guerra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma resposta?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas ou três?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a ironia?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À luz do dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sentido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O alarido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sumindo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrando &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saindo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A loucura...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Solução?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma jura:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A quero então!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Medo da Morte?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A desejo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A almejo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A esqueço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saio daqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algo me diz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo ir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E então passa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A desgraça&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem cor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É vermelho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o cabelo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o espelho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não me vejo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não a vejo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então me disse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então não foi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então não era&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para nascer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o destino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o tempo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a verdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entidades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me mandando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Calamidades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me afrontando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me zombando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sempre é tarde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão me vendo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E manipulando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 25 de Março de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-2809567412491951345?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/2809567412491951345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/11/que-nome-teria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/2809567412491951345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/2809567412491951345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/11/que-nome-teria.html' title='Que Nome Teria?'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-9160354385819049225</id><published>2009-11-23T04:00:00.001-08:00</published><updated>2009-11-23T04:47:40.837-08:00</updated><title type='text'>Fazer Amor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Vejo mundos que me vislumbram quando me acho escondido. Quando não me acho, nada me vê, então também não me penso, ótimo, ao menos arrogância me falta nessa cara sem vergonha, vergonha nenhuma de vir aqui lhes mostrar estes poemas tão suspensos em cadafalsos. Mas este é o grande momento, minha gente, assistamos à execução! Por favor, aconcheguem-se em seus lugares, que a sessão está para começar! Algum voluntário tenho para chutar o banquinho no qual este poema se apóia? Sim, podem vir, não tenham medo do patíbulo, esta noite ele não quer mais ninguém, apenas &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fazer Amor&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Pra quê fazer amor, se a moda agora é fazer guerra?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra quê culpar o amor, se não sabemos quem erra?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra quê fazer amor, se o amor já está feito?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como fazer amor, se o amor está desfeito?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra quê fazer amor, se o amor nos fez?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer com o amor, depois do que ele fez?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que dizer pro amor, quando fomos tão corruptos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer com o amor, quando nos vem tão abrupto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer com o amor, quando nos vem tão cedo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que esperar do amor, quando do amor temos medo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obedecer o amor, quando já controlamos nossos dedos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desfazer o amor, quando ele contou nossos segredos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como salvar o amor, quando ele já voou com as plumas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvar o amor, se ele nos largou às brumas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fortalecer o amor, quando estamos tão fracos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedir força ao amor, quando o amor está em cacos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 08 de Agosto de 2008.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-9160354385819049225?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/9160354385819049225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/11/fazer-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/9160354385819049225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/9160354385819049225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/11/fazer-amor.html' title='Fazer Amor'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-5563918309899412573</id><published>2009-11-08T08:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T18:50:29.619-08:00</updated><title type='text'>Arquipélago De Um Homem Que Não É Ilha</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Se eu fosse falar alguma coisa sobre esse poema, certamente eu falaria nada, pois já comecei a frase com um "se eu fosse falar...", o que indica que nada falarei. Mas como é sempre bom contrariar os outros, e mais ainda a si mesmo, aí vai um poema destes que ninguém gosta de ler, e já me encontro falando sobre o poema. É extraído de &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Leere&lt;/i&gt;, &lt;/b&gt;&lt;b&gt;uma das produções que mais gosto, só para contrariar a mim mesmo uma vez mais.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;I.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O arquipélago de gentes estranhas é o deserto que eu inventei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem me dera usar destes motéis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respirar o líquido crú dos humanos respeitáveis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E virar o rei do maquinário, sentir o frescor dos relampejos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, quem sabe, sair por aí, de mãos dadas com alguma Elizabeth,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelos Woodstocks impossíveis da vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando das vezes em que mais ainda chorarei sem lágrima,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou das que nadarei em rios delas sem chorar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hei de ficar muito satisfeito com tudo isso que a gente veio fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se, à parte isso, fostes a parte que me toca,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu ainda veria tudo por um prisma nada poliedro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como a mão que provoca,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou o não que desilude,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda me tenho por partes e amiúde,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas nada me canta agora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém com suaves canções para que eu possa sonhar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;II.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre uma aula e nenhuma outra sobre alguma coisa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto-me um tanto vago,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A imaginar poesias que falem de mim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então escrevo sobre nada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amontoo os vocábulos, e eis que estou melhor descrito impossível&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em uma noite, se caminha para casa devagar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com medo de chegar, de se ter um teto sobre o próprio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se os pensamentos fossem os ventos que escaparam de Odisseu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o fato é que sou sempre o ridículo, teatral e perverso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depressivo e ininteligível,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cruzem duas cobras e uma maçã da Índia, e terão um licor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O manjar envenenado que vem direto de minhas veias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizendo nada com o muito que se fala é que represento o universo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Veja quantos nadas agora trabalham por um tanto que se respira)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ao representar o universo, de terno, em um destes congressos de medicina,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me vejo de jaleco,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é aí que enxergo o quanto somos humanos e vis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E imbecis, tentando ser Aristóteles,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos tornando pouco mais que morcegos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trágicos molambos na comédia do dia-a-noite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me provo tão insosso quanto o pão para os ricos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tão salgado quanto o mar para os olhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que venha mais uma destas manhãs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde serei um sol girando ao redor do planeta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 25 e 26 de Agosto de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-5563918309899412573?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/5563918309899412573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/11/arquipelago-de-um-homem-que-nao-e-ilha.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5563918309899412573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5563918309899412573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/11/arquipelago-de-um-homem-que-nao-e-ilha.html' title='Arquipélago De Um Homem Que Não É Ilha'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-1820079609453530721</id><published>2009-10-23T03:20:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:34:53.797-08:00</updated><title type='text'>Ser Louco é Normal</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Dizem que há uma manhã em que todos nos acordaremos com fome e não vamos comer nada, apenas ficaremos a escutar o som dos pássaros lá fora, sem nada pra dizer, apenas cantando o que a natureza irracionalmente os mandou cantar, alguns até diriam que é para embelezar o dia, mas esta manhã estará nublada. Dizem que haveremos de, todos nós, contemplar os dessegredos deste ex-mundo de deus, de reclamar para um ex-deus do mundo qualquer de nossas misérias, e ouvir em retorno a resposta irretorquível de que não somos miseráveis coisa nenhuma, e então nos sentiremos contentíssimos demais para voltar pra casa, e nos sentaremos na estrada mesmo, bem ali, onde nos foram dadas as respostas, e... Perdão? Ah! O poema... Sim, sim... Está logo abaixo. Divirta-se!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É aniversário das coisas de amanhã&lt;div&gt;Já percebo o quanto sou solitário&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minhas maneiras de viver passeando por aí&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus rumos se amontoando no assoalho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já passei por tantas fadigas engraçadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já perdi o brilho de todas as caras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora presto tanta atenção nas gentes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto o chão presta na escada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que é normal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que ser louco é trivial&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém é louco de verdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou um manancial&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De mágoas, sou a eternidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que cabe nos fundos da tua casa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tentei ver no espelho dos corações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E alcancei os olhos de ninguém&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afugentei a cabeça das canções&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas das lembranças tuas não escapei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vi muitas almas virando outras tantas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quase todas sorriam pra mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora é aniversário de amanhã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou ver o que faço com meu jardim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 17 de Março de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-1820079609453530721?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/1820079609453530721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/ser-louco-e-normal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/1820079609453530721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/1820079609453530721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/ser-louco-e-normal.html' title='Ser Louco é Normal'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-2428385627777893799</id><published>2009-10-16T06:06:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:35:51.937-08:00</updated><title type='text'>Monturo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;(Digite aqui sua introdução para este poema).&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Contente com o alheio repúdio&lt;div&gt;Passo vendo as caras escarninhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um corredor doente e imundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feito um jardim de ervas daninhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um sorriso curto me serve de escudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou até o fundo, de onde fico atento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cada parte de nada, e a cada tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pendurados no ar parado e amarelento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abro da janela uma pequena fresta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra deixar sair a doença dos corpos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os porcalhões continuam a festa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dando guinchos felizes, feito porcos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querem a minha saúde e liberdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querem minha vaidade e desdém&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu não sou dessa cidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem estou próximo a ninguém&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo me esquecem, pra meu deleite,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vendo que não me podem seqüestrar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então deixo de ser o enfeite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da alheia maldade e bem-estar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou para casa, mas não é o fim&lt;br /&gt;Amanhã tem mais corredor eterno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu paraíso vai continuar assim:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até dezembro com cara de inferno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 20 de Agosto de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-2428385627777893799?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/2428385627777893799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/monturo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/2428385627777893799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/2428385627777893799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/monturo.html' title='Monturo'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-5425997299635551570</id><published>2009-10-09T05:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:37:28.847-08:00</updated><title type='text'>Balada da Infância Perdida</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Até agora não havia postado aqui nenhum poema de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Sociofobia&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, meu segundo livro. Esta &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;balada &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;que aqui se encontra não tem muito a ver com o título do livro, que este só ganhou tal nome por causa do poema de abertura do mesmo. Agora, dizer que &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Balada da Infância Perdida &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;b&gt;não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; tem a ver com o título do livro é um equívoco - quem foi que se atreveu a tal disparate? Bem, deixa pra lá, peguemos o criminoso depois. Esta obra exemplifica, sim, os problemas sociais que vinha enfrentando o seu autor na época em que a produziu: no momento em que negas tua infância, é um momento em que te encontras em um não-presente.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Se alguma vez fostes criança&lt;div&gt;Criança nunca fostes em vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo o que tens são lembranças&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De coisas supostamente vividas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram, talvez, sonhos confusos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagens pelo tempo ressequidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Memórias que, quando no túmulo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Serão eternamente esquecidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então terás novos sonhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em uma vida chamada morte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez pesadelos medonhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez não dormirás, com sorte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dançarás então a morta dança&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A balada da infância perdida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se em morte vives, esperança&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que tens por enrustida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas dessa morte virão novas vidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E destas, ainda, outras crianças&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certamente de existência fingida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De um fingimento que nunca cansa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 16 de Março de 2008.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-5425997299635551570?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/5425997299635551570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/balada-da-infancia-perdida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5425997299635551570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/5425997299635551570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/balada-da-infancia-perdida.html' title='Balada da Infância Perdida'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-3724119643558421558</id><published>2009-10-04T12:42:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:38:05.016-08:00</updated><title type='text'>Linda</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Poeta Morreu&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt; é realmente a produção que mais me agrada. Penso que foi neste livro que consegui dizer tudo o que sentia antes, durante e depois de minhas terríveis diásporas, que foram terríveis na época, agora são tão importantes quanto o que fiz ontem: nem sequer me lembro, nem sequer volta. Quando escrevia tal livro, tinha na cabeça a seguinte ideia: não mais farei poemas. Hoje vejo que a ideia de morte ao poeta que fui/era/sou (?) não era alusiva ao fim da poesia, nem um pouco, mas sim ao fim da musa. Ao esgotar-se a fonte da inspiração, o bardo agoniza por algum tempo mais, e finalmente tem o seu termo. É por isso que &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Poeta Morreu &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;foi a ante-penúltima de minhas obras, e não a última, mas bem que poderia ter sido.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Aconteceu tudo que tinha, linda,&lt;div&gt;Aconteceu e foi...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os sobrados da rua desabaram,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os prédios mais altos sumiram...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo o que eu encontrei, na verdade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não havia sido encontrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cá distante, nessa existência cansada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Linda, assisti&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos maiores titãs entrarem em desacordo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quisera eu, uma vez, tomar parte,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequena,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas há certas coisas que não são certas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E outras são coisas outras,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certamente erradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quiséramos nós, amada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lutar contra os tempos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E talvez até, nos temporais, tenhamos tentado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou talvez tenhamos só querido,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu bem, e assim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é o jeito certo, algo me diz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De ser lutado, não é assim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que deveríamos ter encarado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas dizer o que é devido ou não,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Princesa, é muito vago...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Creio que devamos apenas nos contentar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o amor que temos, ou tivemos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou tememos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certa é a longa sombra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De nossa árvore sonolenta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sabemos bem das árvores:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos protegem do sol, mas nas chuvas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre saímos molhados...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 18 de Março de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-3724119643558421558?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/3724119643558421558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/linda.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/3724119643558421558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/3724119643558421558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/10/linda.html' title='Linda'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-9017614446023058369</id><published>2009-09-20T13:39:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:38:48.233-08:00</updated><title type='text'>Vinte</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Este poema é uma velharia, tanto no sentido de que faz parte dos mais antigos de meus escritos, quanto no de que trata de um assunto saudosista ao extremo. Feita pouco mais de um ano após eu ter me iniciado no mundo da poesia, esta obra faz parte de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Nouz Ru Nouz&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, o primeiro livro de poemas que de mim nasceu. E por falar em primeiro, este foi o primeiro - e também o único, até o dia de hoje - poema que escrevi sobre o meu sentimento gaúcho. E considero que terá sido também o último, pois tudo o que sinto com relação ao meu Estado - que é meu país - está contido nestes versos, mesmo que eu não seja mais um saudosista: meu atavismo farrapo grita forte dentro de minhas veias diariamente.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Saí da minha casa estranha, procurando minhas origens...&lt;div&gt;Talvez não tivesse porquê procurar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois aqui dentro elas residem;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas me parece que o cavalo ainda troteia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só o guerreiro é que não monta mais:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele anda sem espadas, sem botas, não sei como sobrevive,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tem vergonha de sua gente, não sei como isso existe...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheguei na estrada, mas vi que ela era de pedra:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que alguém a fez, e não foi a Mãe Maior,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que as novidades desvalorizaram nosso suor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o homem da nossa terra precisa fazer coisas fortes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que vá lutar, que vá ganhar com o braço a própria sorte!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Peguei, pois, a estrada, pra ver se me levava a algum destino,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E percebi, num barulho de máquina repentino,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que até o cavalo já não corre;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vi uma lágrima cair na terra confusa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por uma cultura que morre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E enxerguei no campo o gado escapar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo meio da cerca, vi o pago chorar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo meio do caminho, me vi sozinho a desabar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então passaram heróis em cavalaria,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E uma minoria salvou o lubuno dia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um facho de esperança me rebenqueou peito adentro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vi até gurizotes galopando ao vento!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao chegar na minha velha querência,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu olhar vago encontrou abrigo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dei aquele grito largo, e vinte mil gaúchos gritaram comigo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 20 de Setembro de 2007.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-9017614446023058369?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/9017614446023058369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/09/vinte.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/9017614446023058369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/9017614446023058369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/09/vinte.html' title='Vinte'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-17132535961329951</id><published>2009-09-13T09:36:00.001-07:00</published><updated>2011-02-20T06:03:35.969-08:00</updated><title type='text'>Nada Pra Dizer</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;D or G - That is The Question &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;é o título do livro, ou talvez um empréstimo sarcástico de Shakespeare, ou, ainda, algo que represente uma possível crise de identidade enfrentada na época. Provavelmente as três coisas, com certeza absoluta na primeira - pois de fato é o título do livro do qual vem este poema, que tem o nome que qualquer um de meus poemas poderia ter, conforme o pobre leitor - não, não colocaremos assim, pois não tenho conhecimento do interior de seu bolso -, então fica assim: (...) conforme o &lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;b&gt;enfadado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; leitor deste blog poderá conferir [presumindo-se que vá ler todo o enfadonho conteúdo]. Ao honrado visitante deste pequeno espaço - pequeno porém imensurável, visto que é cibernético - que procura por escritos de auto-ajuda, sugiro que não me peça sugestão.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A casa cai, a notícia chega,&lt;div&gt;A mãe sem pai, o filho às cegas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cara da TV não me vê,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quer saber do que vai acontecer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não vai se importar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a notícia que acaba de dar;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu também, que não tenho nada pra dizer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Venho aqui querer criticar (?!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu pai, teu filho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis o que há, eis o que será:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos figurinhas repetidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No álbum das folhas apodrecidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De um mundo que com sorte acabará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei mais de versos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gastei-os todos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos agostos, nos retrocessos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da minha juventude, que não pude&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ter só pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, se quer saber, já cansei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De tudo o que escrevi: e o que escreverei,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podes saber, não será pra ti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nós aqui, subprodutos do futuro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabemos que o passado não importa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A não ser pra História e seus estudiosos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comunistas, sempre com as caras enfiadas na porta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querendo um mundo igual pra toda essa gente diferente!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um duende verde sentou na mesa oposta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E me revelou, em tom de resposta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que só o que sobrou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De tudo o que se gerou nesse mundo corcunda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a segunda, que o domingo já acabou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a cerveja, que não acabava nunca,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era a mesma, era já outra, funda,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De tanto que era o meu pensamento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora, a cerveja nada tem a ver com a semana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que pertence ao tempo, essa insana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que a cerveja é como a segunda, que restou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De um domingo de amor que se findou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me sinto agora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como que caminhando no Largo da Cruz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora esteja tão longe,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a pergunta - Why have you forsaken me? -&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Surge de mais longe ainda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se largo a cruz, ou se rimo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com lago da luz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a rima não é o que importa agora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nem você, a quem dirijo tal pergunta -&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que você me abandonou? -&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa pra lá, que a resposta também não importa mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 13 de Outubro de 2008. *&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-17132535961329951?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/17132535961329951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/09/nada-pra-dizer.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/17132535961329951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/17132535961329951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/09/nada-pra-dizer.html' title='Nada Pra Dizer'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-369078324821706860</id><published>2009-09-07T19:05:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:40:03.605-08:00</updated><title type='text'>Soneto Abortado</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Outra do, até então, mais inspirado livro de poemas que escrevei - &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Poeta Morreu&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, este soneto sem métrica, como são todos os meus sonetos, nasceu de um útero gélido: um falecido amor deu à luz esta obra, um destes amores que a gente mata na mudez e depois nega a existência do próprio, mentindo homericamente bem para nós mesmos que tal sentimento nunca nascera, a ponto de acreditarmos em tal calúnia que, se verdadeira fosse, abençoada seria. Mas eu não me engano: tal amor nascera, sim. Mas nascera já defunto. E - curioso! - agonizando, coisa que faz até hoje.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O amor é um útero frio&lt;br /&gt;E a gente sempre nasce morto&lt;br /&gt;Depois vive com o mal do pé torto&lt;br /&gt;Tendo que andar no meio-fio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é um útero sombrio&lt;br /&gt;E a gente sempre sai de aborto&lt;br /&gt;E vaga como naus longe do porto&lt;br /&gt;Nadando como peixes sem rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas vezes tive o grande momento&lt;br /&gt;De chorar nessa minha vida,&lt;br /&gt;Uma por fora, outra por dentro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma na entrada, outra na saída:&lt;br /&gt;Ao sair do ventre de minha mãe querida,&lt;br /&gt;E ao escapar de um amor agourento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 19 de Abril de 2009.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-369078324821706860?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/369078324821706860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/09/soneto-abortado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/369078324821706860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/369078324821706860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/09/soneto-abortado.html' title='Soneto Abortado'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-1549108929999412137</id><published>2009-08-27T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:40:37.493-08:00</updated><title type='text'>Eterna Mente</title><content type='html'>&lt;b&gt;Um passeio em sonho... Ou um sonho em pleno dia, desperto porém imaginativo...? Não sei bem. Mas esta poesia, retirada de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Leere&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, o sétimo livro, faz uma tentativa de propôr à Vida, esta mulher incansável, uma maneira de melhor funcionamento, uma humilde sugestão de como poderiam as coisas darem certo. São complicadas as complicações do corpo, fardo inimaginavelmente pesado para a alma, mas a mente pode e deve tornar-se eterna frente a tudo isso.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui ao Jardim da Morte e me encantei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Flores que não mudam, folhas que não caem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gramados que duram, gentes que sempre atraem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corri por dias nos prados e não cansei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quis me sentir um rei, mas não me atrevi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria vital: audacioso e sem perdão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, humildemente, corri e mais corri&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz, pela ausência de um coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava morto, e isso era uma dádiva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida dava certo, pois não era assim chamada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi então que ela veio até mim, muito ávida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E juntos fomos para uma caminhada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Colhi rosas negras pra ela, que sorriu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos deitamos, tranquilos, sobre a relva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fomos nos banhar em um lindo rio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E acendemos uma fogueira na selva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim passamos a noite: bem aquecidos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E acordados, que dormir não era preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dias passaram em que só admirei o seu sorriso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivi aquilo com todos os meus treze sentidos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então chegou o momento de ela não ir embora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soltei morras - e não vivas, pois não via a hora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então nos abraçamos uma vez mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mais uma vez nos amamos em paz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim se vivia no Jardim da Morte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida era morta, e o fim não florecia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As flores eram pardas como a sorte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De quem na não-vida vida não via&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No Jardim da morte muito feliz fui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ria com o riso que da criança flui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para lá hei de voltar, como de lá saí&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem saber como, sem ser como aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 17 de Julho de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-1549108929999412137?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/1549108929999412137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/08/eterna-mente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/1549108929999412137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/1549108929999412137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/08/eterna-mente.html' title='Eterna Mente'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-2567912373323478569</id><published>2009-08-14T19:59:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:41:11.206-08:00</updated><title type='text'>Dia Sem Fim</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Seguindo a linha de raciocínio de "Procurando Ouro", que é não ter absolutamente linha alguma, mas representar o abandono em nossa vidas que algumas mudanças podem nos proporcionar, "Dia Sem Fim" foi também extraído de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; Penseira&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;. Este poema retrata parte de meu momento atual, com a diferença que o "um ano" é agora apenas meio. Não sei se é bom ou se é ruim.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Minhas histórias lá ficaram&lt;div&gt;Dois anos e elas voltaram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me dei conta, conta não me deram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rodei em cima da cama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vi as voltas que não eram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De poucas palavras eu não sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não preciso do que eu precisei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei o que seria de mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem essa minha melancolia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou no mesmo dia que não tem fim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que o nada é um tudo insuportável&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei de nada, e isso é lamentável&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvi as palavras de quem disse que ama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me pareceram as pragas de quem reclama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está quente, e eu sei que é o mesmo que frio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achei e extraviei o um de um mil&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu quis assim, e não é exatamente o que eu queria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora mais um ano dentro desse interminável dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 28 de Dezembro de 2008.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-2567912373323478569?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/2567912373323478569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/08/dia-sem-fim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/2567912373323478569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/2567912373323478569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/08/dia-sem-fim.html' title='Dia Sem Fim'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-3277302099480819822</id><published>2009-07-30T14:56:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:41:50.876-08:00</updated><title type='text'>Lar Algum</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Outra de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Poeta morreu&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, este é um escrito que traz consigo um sentimento que tenho toda vez que brigo com alguém que amo. Essa gana de sair correndo pra algum lugar, qualquer lugar, desde que nos faça sentir em casa, sabendo que não haverá outro que não aquele do qual se fugiu. Esse desencontro interior, de se vagar por horas no deserto, então eis que se vê uma caverna, mas não há lugar para você lá, melhor ficar no frio da chuva, ou junte-se aos lobos famintos no calor do seu interior, ou então volte para onde veio, ou então cesse de existir.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Incubado em uma verdade solitária&lt;div&gt;Revisito tudo o que já foi pensado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Combato a sombra que me é contrária&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E todo e cada sentimento não convidado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofro porque amo, e este é o meu lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ter um amor lindo e estar sempre longe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não saber nada além de amar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que me difere de um monge&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passam felicidades lá fora, na estrada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daqui as vejo, com ar de euforia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao meu lado a depressão, bem acomodada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E feliz, pois não consegui o que queria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivo em uma casa onde não posso estar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa casa fica em lugar nenhum&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda hei de saber o que é um lar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda descubro se um dia tive algum&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 08 de Março de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-3277302099480819822?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/3277302099480819822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/lar-algum.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/3277302099480819822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/3277302099480819822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/lar-algum.html' title='Lar Algum'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-7752595239022176784</id><published>2009-07-22T20:53:00.001-07:00</published><updated>2009-11-08T08:42:38.893-08:00</updated><title type='text'>Procurando Ouro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Retirado de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Penseira&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, este poema guarda uma história um tanto engraçada, ao menos para mim e uma amiga. Eu estava na faculdade, era um fim de tarde, sopravam agradáveis ventos, destes que só temos na primavera, e eu estava na sala onde fazia os atendimentos da monitoria, para uma disciplina do curso de Letras. O último aluno havia acabado de sair, e eu havia passado as últimas quatro horas lecionando e pensando em escrever um poema no qual ficasse claro o lugar em que eu me encontro: "lá". Que, na verdade, é o meu aqui. Mas sinto como se os últimos trinta e dois meses houvessem passado sem que meu corpo tivesse junto de si minha alma. Minha ficou no lugar de onde meu corpo partiu. E agora meu corpo está "lá". E eu ainda não saí de onde eu quero tanto voltar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Mas esta não é a história engraçada. Quando o último aluno saiu, e eu finalmente pude pôr no papel tudo o que tinha em mente, fiquei tão satisfeito com o que vi, que decidi recitá-lo para uma amiga. Esta cursa Biologia e, curiosamente, naquela mesma tarde, ela havia pesquisado sobre ácaros. Ei-los em meu poema:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;I.&lt;div&gt;Eu fui pra lá, e lá fiquei,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;naquele lugar de fazer lei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por qualquer trocado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu não troco por nada, não nado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não toco na desfigurada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cara do sábado onde desemboco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desfilo por esses bueiros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e, como em passeios faceiros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sinto os gorjeios dos pássaros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;loucos de galanteios&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra cima dos ácaros de minha almofada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sou egoísta, não dou nada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não peço, e confesso ao malabarista:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;minha corda bamba foi arrebentada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aí tocou um samba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;bem na hora de ir embora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pediram pra ficar, sorte eu não saber sambar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;azar eu estar nesse lugar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas isso são outros quinhentos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os inventos são outros, e os outros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não são a gente, que a gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é só um bando vagando e procurando ouro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;II.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda estou lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decidi ficar, pensei no acolá,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas não ia funcionar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei lá mesmo, é o melhor lugar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sendo que o silêncio me cegaria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu jamais chegaria a me consolar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abelhas batendo no vidro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;querendo sair, duvido que vão conseguir,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas elas acreditam e insistem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não se irritam nem desistem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;são capazes mesmo de atravessar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os cartazes dizem pra participar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e o que fazes é ler e ignorar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas uma hora eu ainda chego aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já me cansei de tudo o que vi,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quero um mundo novo, conhecer outro povo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cruzar meu nome sem me preocupar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com o sobrenome, que a essa altura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nem vai importar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero uma lonjura, dessas de não enxergar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cair de uma altura sem nem despencar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;lutar sem armadura,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na certeza de que não vão me machucar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A beleza eu quero poder ver&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem sentir dor, nem precisar de amor, nem sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de meu, só uma bagagem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;guardando histórias de viagem, e um violão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra fazer som com qualquer cidadão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que aparecer no caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero fazer ninho, somente bater asa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nada de casa! Eu não quero morar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;só quero vagar e mais vagar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;numa rapidez devagar, pois que viver não é o que faço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É estupidez me limitar nesse espaço,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu devia estar vivendo, e não só respirando,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;só caminhando, comendo e dormindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero vagar, ir indo e mais indo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;devagar, quero conhecer o viver, sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 24 de Outubro de 2008.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-7752595239022176784?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/7752595239022176784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/procurando-ouro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/7752595239022176784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/7752595239022176784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/procurando-ouro.html' title='Procurando Ouro'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-7017094499759737075</id><published>2009-07-16T20:49:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:43:20.298-08:00</updated><title type='text'>A Invasão dos Tempos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Ao compôr esta obra, investida que me custou pouco mais de quinze minutos, muitos pensamentos me rondavam a cabeça, como moscas rondando carne pútrida. Era uma tarde friolenta em Canoas, eu estava na faculdade, tinha ido até lá para entregar um trabalho, a última atividade do semestre, e estava bem feliz por isso. Lembro que no dia eu andava na metade da leitura de &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Eugênia Grandet, &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;e é interessante como o Balzac já falava coisas como "hoje em dia, o dinheiro é o único deus no qual as pessoas realmente têm fé", e isso em 1833. Bem, no fim das contas, nada disso tem a ver com o poema.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;nós vivemos a invasão dos tempos&lt;div&gt;interferências tecnológicas no jeito de amar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nós tememos o que vem com os ventos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e que venham a pôr preço no ar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no metrô é cada um por si&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e cada si contra o mundo inteiro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ora, não entendi,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;diria o mosqueteiro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sorria pra mim!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não me olhe assim!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;você nem me conhece,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por que estás sendo gentil?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é cada um que me aparece!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que vai ser do brasil?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ora, não seja tão político,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;você pode simplesmente dizer que não vai...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas eu vivo na &lt;i&gt;polis&lt;/i&gt;, como não ser cínico?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;êta cambada de filho sem pai!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;amei a solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas ela evoluiu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora é vazio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;chame involução&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se preferir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se lhe servir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o chapéu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu vou vestir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o céu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estas nossas tempestades vividas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estas nossas datas queridas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uma situação chamada problemas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;imutável geração após geração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mudam os algarismos, os teoremas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;permanece a mesma equação&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;esta nulidade de afazers&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estes amanheceres, estas cidades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estas derrubadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estas quedas de avião&lt;/div&gt;&lt;div&gt;crianças enlatadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para ter educação&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei se procuro um amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou se protesto contra o senador&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tanto faz, pode ser morena, ruiva, loira,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apenas uma que me ame e que me mereça&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ah, quer saber? esqueça!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou protestar contra a governadora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei se peço um &lt;i&gt;impeachment&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou se vou pro &lt;i&gt;video game &lt;/i&gt;jogar &lt;i&gt;hitman&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou se vou pros eua de uma vez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é dose agüentar esse portuglês&lt;/div&gt;&lt;div&gt;diabo de estrangeirismo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que é isso, crise de identidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;falta de otimismo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;complexo de inferioridade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei se ser brasileiro é pessimismo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou se ser humano é fatalidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 16 de Julho de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-7017094499759737075?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/7017094499759737075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/invasao-dos-tempos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/7017094499759737075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/7017094499759737075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/invasao-dos-tempos.html' title='A Invasão dos Tempos'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-8633483273450123403</id><published>2009-07-15T10:06:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T08:44:12.231-08:00</updated><title type='text'>Meu Amigo e Eu</title><content type='html'>&lt;b&gt;Da série &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;minúscula&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;, este é um poema particularmente curioso. Ele narra uma conversa que tive com um amigo lá por final de abril deste ano. É claro que o poema possui alguns exageros artísticos, mas pode-se dizer que é bastante fiel ao fato, fora uma conversa bastante intrigante e interessante. E a curiosidade desta obra está no fato de ter sido o único poema que escrevi até hoje sobre uma conversa com um amigo. E mais: essa conversa foi a primeira que tive com esse amigo. Foi dali que saiu tal amizade.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nossa mente tem limites&lt;br /&gt;é como uma área cercada&lt;br /&gt;curioso é a ignorância&lt;br /&gt;não poder ser limitada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi um amigo que me disse&lt;br /&gt;essa verdade sem igual&lt;br /&gt;e nós rimos debilmente&lt;br /&gt;desse mundo débil mental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele disse que as pessoas&lt;br /&gt;lhe dizem, agressivas,&lt;br /&gt;que, em vez de coisas boas,&lt;br /&gt;ele diz coisas depressivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então eu lhe disse: meu amigo,&lt;br /&gt;não permita esse absurdo,&lt;br /&gt;diga a eles o que eu digo:&lt;br /&gt;depressivo é o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nós falamos sobre o belo&lt;br /&gt;tempo de nossos avós&lt;br /&gt;é mais um perdido elo&lt;br /&gt;nesse nosso mundo atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nós ficamos pensando&lt;br /&gt;nos humanos humanóides&lt;br /&gt;andróides se mostrando&lt;br /&gt;pra um mundo debilóide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falamos da realidade,&lt;br /&gt;do amor, que é descartável&lt;br /&gt;e sentimos uma vontade&lt;br /&gt;de chorar incontrolável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então trocamos de assunto&lt;br /&gt;e falamos da solidão&lt;br /&gt;ninguém mais quer ficar junto&lt;br /&gt;nesse mundo grosseirão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mundo onde doença é lucro&lt;br /&gt;remédio sofre inflação&lt;br /&gt;um dia o meu sepulcro&lt;br /&gt;enfrentará super-lotação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas ficamos bem contentes:&lt;br /&gt;o mundo ainda tem chão&lt;br /&gt;senão, onde dormiriam&lt;br /&gt;os mendigos, sem colchão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suspiramos imensamente&lt;br /&gt;como forma de gratidão&lt;br /&gt;então rimos mansamente&lt;br /&gt;desse mundo mongolão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 05 de Maio de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-8633483273450123403?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/8633483273450123403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/meu-amigo-e-eu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/8633483273450123403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/8633483273450123403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/meu-amigo-e-eu.html' title='Meu Amigo e Eu'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985448713727230969.post-268273346135768988</id><published>2009-07-15T07:02:00.001-07:00</published><updated>2009-11-08T08:44:34.756-08:00</updated><title type='text'>O Poeta Morreu</title><content type='html'>&lt;b&gt;Fiz este poema em março deste ano, para ser mais exato, no dia 14.  A ideia que o concebeu é muito simples: a poesia em mim estava para ter o seu termo. Escrevo poemas desde os 18 anos de idade, mas, de certa forma, com a proximidade do fim do ano de 2008, comecei a sentir que não devia mais lidar com poesia, e sim, partir para a prosa de uma vez por todas. Digo assim pois sempre me aventurei pelos campos da prosa, ainda que sempre brevemente, com pequenos excertos de ensaios, mas nunca os levara adiante. Então, ao cabo dos dois meses finais do ano passado, sentindo que minha musa inspiradora de versos estava distante o suficiente, cheguei a pensar que &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Poeta Morreu -&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt; título homônimo desta obra que lhes apresento agora -&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;seria meu quinto e último livro de poemas. Mas me enganei. (Depois dele veio outro, e já estou no meio do sétimo.) E o fato de ter batizado este blog com tal nome é um reflexo da minha constante sensação diária de que estou a escrever o último poema...&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O poeta morreu e não sabia mais o que fazer.&lt;br /&gt;Escrevia, escrevia...&lt;br /&gt;Mas aquilo não parecia escrever.&lt;br /&gt;O poeta não sabia mais quem ser...&lt;br /&gt;O poeta não entendia como isso podia acontecer,&lt;br /&gt;Isso de se ter uma sangria&lt;br /&gt;E não mais rejuvenescer...&lt;br /&gt;O poeta pensou que enlouquecia...&lt;br /&gt;Mas viu que o que sentia&lt;br /&gt;Era pior do que enlouquecer:&lt;br /&gt;Era a mais pura agonia!&lt;br /&gt;Eram saudades de alegrias&lt;br /&gt;Que ele não podia mais ter...&lt;br /&gt;O poeta só queria viver!&lt;br /&gt;Mas morreu, e foi de morte tardia:&lt;br /&gt;Ele pensou que vivia, que existia,&lt;br /&gt;Mas não sabia existir nem viver...&lt;br /&gt;Ele pensou que amava, que sentia&lt;br /&gt;Amor algum, mas viu que não havia,&lt;br /&gt;Que só o que lhe cabia era esquecer...&lt;br /&gt;E morreu. (Tinha que morrer.)&lt;br /&gt;E que morte tão sadia!&lt;br /&gt;Pra quem não vivia,&lt;br /&gt;Foi uma morte de inveja se ter.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Diorgi Giacomolli, 14 de Março de 2009.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985448713727230969-268273346135768988?l=dgdiable.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dgdiable.blogspot.com/feeds/268273346135768988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/o-poeta-morreu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/268273346135768988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985448713727230969/posts/default/268273346135768988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dgdiable.blogspot.com/2009/07/o-poeta-morreu.html' title='O Poeta Morreu'/><author><name>Diorgi Giacomolli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09578910809781206778</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_K1LyogJmhpA/S7vPfF0TSHI/AAAAAAAAAFg/s5uDVc_FtCE/S220/0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
